Criei vergonha na cara e superei a preguiça de criar um blog.
Vou começar a postar meus textos por aqui, mas se quiser(em) ler os mais antigos, desde posts inúteis de adolescente à desabafos completamente metaforizados, é só clicar neste link
De qualquer forma, vou colar aqui o último texto que eu publiquei por lá: "Das f(r)ases da vida".
"Fiquei me perguntando sobre destino.
Eu realmente acredito que as coisas são como devem ser e tudo que acontece, acontece por alguma razão. Acontece porque vai resultar em algo que simplesmente tem que ser. Algo maior.
Talvez sejam coisas além da compreensão humana, ou talvez simplesmente não queiramos acreditar.
E porque não acreditaríamos? Porque temos pressa.
Pressa do resultado, pressa de saber onde estão os pontos finais das frases da vida. E quando estamos prestes a descobrir um dos pontos mas não gostamos da interpretação dos fatos, insistimos em tentar colocar uma vírgula.
É o emocional que nos cega. Faz com que nos recusemos a pontuar uma história. Os pequenos pormenores e as pequenas decisões vão se juntando como uma bola de neve e no fim batem contra uma árvore e explodem no ponto final de uma frase.
Mas a nossa resistência aos pontos finais é apenas mais um detalhe já previsto pelo autoritário destino. Detalhe este que nos faz sofrer e, com isso, ensina-nos a viver.
Acontece que, se o destino de tudo e de todos já está traçado, podemos colocar quantas vírgulas quisermos, a próxima sentença vai explicar a mesma coisa, só que de uma forma diferente, até que você finalmente entenda e aceite que é ali que aquela frase acaba. Não dá pra mudar o ponto de lugar.
E a frustação vêm daí. As pessoas tentam a todo custo mudar os pontos e se revoltam por terem a certeza de não terem feito nada de errado pra tudo acabar daquele jeito. Frustração por falta de atenção, afinal, se já está tudo traçado, não existem decisões erradas.
Aquele segundo de decisão entre acelerar ou reduzir no farol amarelo é que separa a vida da morte, o perigo da segurança, o atraso da pontualidade. Mas seu atraso pode salvar sua vida, a morte de uma pessoa pode proteger outra e o perigo pode te ensinar a viver.
A morte, o perigo e o atraso são certos, cada um em seu contexto A separação, a saudade, o amor, a distância, a tristeza e o perdão também o são.
No fim, tudo aqui é certo, tudo aqui é exato.
Só não quer dizer que seja satisfatório."
Texto postado em 08 de novembro de 2010.
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